O consumo frequente de alimentos e nutrientes considerados funcionais tem vindo a mostrar-se uma opção para combater o progresso de algumas doenças. São numerosos os estudos que têm sido realizados com substâncias e compostos com propriedades funcionais, como os carotenóides, os probióticos, os ácidos gordos, entre outros.
Os carotenóides são das substâncias mais investigadas como ativos quimiopreventivos, procedendo como antioxidantes em sistemas biológicos.
O licopeno (C40H56) é um pigmento carotenoide lipossolúvel, que confere a cor vermelho alaranjada a alguns alimentos, como o tomate, cenoura, laranja, pêssego, melancia, entre outros. O seu nome é devido ao nome científico do tomate (Lycopersicum esculentum), uma vez que, é no tomate, que se encontra a maior concentração de licopeno de forma natural.
Os valores típicos de licopeno do tomate situam-se entre 70 e 150 mg/kg, de acordo com vários fatores, como a variedade, as condições climáticas e a maturação dos frutos.
Este caroteno possui diversas propriedades biológicas e físico-químicas, e como dito anteriormente, é particularmente conhecido pelo seu papel antioxidante, podendo fornecer um efeito protetor contra o cancro e outras doenças degenerativas, influenciados por reações de radicais livres.
Os radicais livres são átomos ou moléculas geradas durante os processos metabólicos e muitos destes são produzidos por oxidação durante o metabolismo normal do corpo humano.
Quando os sistemas de defesa fisiológicos contra os radicais livres se tornam escassos frente à sua produção desmedida, acontece o designado stress oxidativo.
O stress oxidativo é conhecido como uma das principais causas no aumento do risco de doenças crónicas como o cancro e as doenças cardiovasculares.
As inflamações, o exercício físico intenso, a exposição a determinados compostos químicos, como produtos fitofarmacêuticos, a radiação, o tabaco, o álcool, a poluição atmosférica, a luz ultravioleta, o excesso de cálcio livre, o excesso de ferro e o consumo excessivo de gorduras saturadas, são outras fontes de radicais livres.
O licopeno, desta forma, protege as células dos efeitos dos radicais livres, com a eliminação destes e induz a apoptose (morte) de células cancerígenas, podendo, desta forma, prevenir o desenvolvimento de alguns tipos de câncer. E são inúmeros os ensaios realizados que consubstanciam estes efeitos nesta doença.
Para além disto, o consumo de licopeno confere um efeito cardioprotetor, o que se traduz na redução dos níveis de colesterol total e de colesterol LDL. Adicionalmente também é útil na redução dos níveis de homocisteína e da pressão arterial.
Para além destes benefícios, existem inúmeros estudos que demostram o possível efeito benéfico do consumo de licopeno na prevenção de várias doenças, como aterosclerose, doença de Alzheimer, inflamação respiratória, doença hepática alcoólica, entre outras.
Devido ao caráter lipossolúvel do licopeno, verifica-se uma maior absorção sempre que é consumido com gordura. Além disto, também se torna mais biodisponível quando cozinhado.
O tomate de indústria é uma das culturas que possui maior importância económica em Portugal. No nosso país, a sua produção encontra-se distribuída maioritariamente pelo Ribatejo e Oeste, mas também pelo Alentejo.
Portugal tem condições muito favoráveis à produção de tomate para indústria, sendo que a produção nacional se diferencia pelos parâmetros qualitativos.
A extração deste carotenóide do tomate, para posterior inclusão em alimentos ou noutros produtos, surge como uma possível forma de diversificar e valorizar alguns subprodutos desta cultura.
Por outro lado, tendo em conta as crescentes preocupações com uma alimentação saudável e com o consumo de alimentos que garantam uma prevenção perante determinadas e graves doenças, o licopeno tem um papel preponderante e, o seu teor, sem dúvida, que se irá tornar num citério muito importante na produção de tomate para a indústria.
Solução Arvensis/Fitolivos para a obtenção de um melhor teor de licopenos
O Sugar Transfer é um poderoso ativador orgânico à base de proteínas vegetais e de magnésio complexado com aminoácidos. Este produto ativa as principais enzimas da glicólise e do ciclo de Krebs, estimulando a produção de ácidos orgânicos essenciais no processo de amadurecimento. O Sugar Transfer atua diretamente sobre a função clorofílica melhorando a atividade fotossintética.
Sugar Transfer aumenta a produção e o transporte de açúcares das folhas para os frutos.
Com a aplicação de Sugar Transfer obtêm-se os seguintes resultados:
- Aumento do teor de açúcares nos órgãos de reserva: frutos, tubérculos, raízes, gemas, etc.;
- Aumento dos graus Brix dos frutos;
- Aumento da intensidade e uniformidade da cor;
- Aumento do peso dos frutos e tubérculos;
- Aumento da qualidade da produção (sabor, aroma, e outros parâmetros qualitativos).